O machismo me mata toda vez que não posso andar sozinha. Nem de noite, nem de dia.
O machismo me mata quando um país miscigenado e multicultural não me permite ser gorda, encaracolada, negra ou lésbica
O machismo me mata a cada Feliciano, Bolsonaro e Ali Kamel que surgem com seus discípulos
O machismo me mata toda vez que sou vadia só porque sou livre
O machismo me mata toda vez que me calo há uma agressão.
O machismo me mata quando eu não posso tomar cerveja, falar palavrão ou dirigir caminhão.
O machismo me mata toda vez que o meu salário é sempre menor do que o deles.
O machismo me mata quando não tenho direito ao meu próprio corpo.
O machismo me mata quando eles preferem me ver morrer do que abortar segura.
O machismo me mata porque a saúde não é pra mim, a educação tão pouco e a segurança menos ainda.
O machismo me mata quando não tenho direito ao meu próprio corpo.
O machismo me mata quando eles preferem me ver morrer do que abortar segura.
O machismo me mata quando alguém se acha no direito de espancar uma prostituta.
O machismo me mata porque a saúde não é pra mim, a educação tão pouco e a segurança menos ainda.
O machismo me incomoda e me sufoca.
O machismo me mata, pouco a pouco, todos os dias.
O machismo me mata e como me mata e é por isso e por muito mais que da luta não me retiro.
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